SESSÃO ANGÈLE DIABANG DOM 13 18h CCFM
Senegal
Mon beau Sourire, 2005, 5'
Senegalesas e Islão, 2007, 40'
Yandé Codou, a griotte de Senghor, 2008, 52' (repetição SEXTA 18 16h30 FLECS - UEM)
A cantora Yandé Codou Sène, 80 anos de idade, é um dos últimos mestres da poesia polifónica “sérère”. O filme é um olhar íntimo sobre uma diva que atravessou a história do Senegal junto de um dos seus maiores mitos, o presidente e poeta Léopold Sédar Senghor. Uma história doce e amarga sobre a grandeza, a glória e... a fuga do tempo.
Nascida em 1979, Angèle Diabang Brener diplomou-se no Média Centre de Dakar em 2003. Montou inúmeros filmes, videoclipes e publicidade antes de realizar a sua primeira curta-metragem documental “Mon Beau Sourire” em 2005. Desde então, criou a sua própria empresa de produção Karoninka.
The 80-year oldish Yandé Codou Sène is one of the last leading singers of polyphonic serere poetry. This documentary gives an intimate glance on a true diva who sang through Senegalese history accompanied by the mythical “president – poet” Léopold Sédar Senghor. Here is a sweet and bitter story about greatness, glory and… the flight time.
Born in 1979, Angèle Diabang Brener graduated from the Dakar Media Centre in 2003. She edited numerous films, video clips and advertisements before directing her first short documentary “My Beautiful Smile” in 2005. Since then, she has set up her own production company Karoninka.
NOSSOS LUGARES PROIBIDOS vencedor do 1º prémio de Documentário no Festival Fespaco 2009 (pela criatividade e pela força)
NOS LIEUX INTERDITS
Leïla Kilani, Marrocos/França, 2008, 105’
Em 2004, o rei de Marrocos Mohamed VI implantou uma Comissão de Igualdade e Reconciliação para investigar o estado de violência ocorrida nos "anos de chumbo". Durante três anos, o filme segue quatro famílias na sua procura da verdade. Activistas, jovens soldados rebeldes ou simples cidadãos, quer eles quer os seus parentes foram presos em várias partes de Marrocos. Cada um tenta descobrir a “razão”, para poderem fazer o luto. Mas quarenta anos depois, o estado secreto desvenda finalmente a existência de outro, segredo mais íntimo, o segredo de família.
Leïla Kilani, Casablanca, Marrocos, 1970. Depois de ter estudado economia em Paris, fez um Mestrado em História e Civilização e, ao preparar a tese na École des Hautes Études Sociales, começou a trabalhar como jornalista freelance em 1997 e a trabalhar em documentários em 1999.
In 2004, the King of Morocco launched an Equity and Reconciliation Commission to investigate state violence during the «years of lead». For three years, the film follows four families in their search for the truth. Activist, young rebel soldier or simple citizen, either they or their relations were imprisoned in different parts of Morocco. Each person tries to “find out”, discover a “reason”, to be able to mourn. But forty years later, the state secret finally unveils the existence of another, more intimate secret, the family secret.
Leïla Kilani, Casablanca, Morocco, 1970. After studying Economy in Paris, obtaining a Master’s Degree in Mediterranean History and Civilisation, and preparing a thesis at L’École des Hautes Études Sociales, she started working as a freelance journalist in 1997 and working on documentaries in 1999.
2002 Zad Moultaka, passages - Tanger, le rêve des brûleurs / 2008 Nos lieux interdits
Um Assunto de Pretos,
Osvalde Lewat-Hallade, Camarões/França, 2006, 90'
DOM 13 16h CCFM
SAB 19 16h SCALA
Março 2000, um decreto do Presidente da República dos Camarões estabeleceu uma Unidade de Comando Operacional para combater o desenfreado banditismo na região de Douala. A Unidade apresenta o que veio ao de cima em conversações: num ano, 1600 pessoas desapareceram ou foram mortas. Um ano mais tarde, nove jovens homens desapareceram. O assunto foi apresentado ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos. Os acusados foram culpados de "não cumprir as ordens" e ilibados mas os procedimentos legais não chegaram a um termo. As famílias das vítimas têm de viver entre o desejo de justiça e a pressão para que os crimes sejam varridos para sempre da memória colectiva.
Osvalde-Lewat Hallade nasceu em 1976 nos Camarões. Como jornalista, publicou artigos culturais e sociais no “Cameroun Tribune”. Estudou no Instituto Nacional da Imagem e do Som (INIS) de Montréal e a Audiovisual School FEMIS em Paris. Como directora de documentário, interessa-se pelas pessoas, as suas vidas, as suas esperanças, os seus destinos e sobretudo, por Direitos Humanos. Os seus documentários ganharam prémios em vários festivais.
March 20, 2000, a decree by the President of the Republic of Cameroon set up an Operational Command Unit to tackle rampant banditry in the Douala region. The Unit introduced what amounted to round-ups: in one year, 1600 people disappeared or were killed. One year later, nine young men disappeared. The matter was submitted to the UN High Commissioner for Human Rights. The accused were found guilty of "failure to follow orders" and released but legal proceedings have not come to an end. The victims’ families have to live between the desire for justice and the pressure for the crimes to be wiped out forever from the collective memory.
Osvalde-Lewat Hallade was born in 1976 in Cameroon. As a journalist, she published cultural and social articles in the “Cameroun Tribune”. She studied at the Institut National de l'Image et du Son (INIS) of Montréal and at the FEMIS Audiovisual School in Paris. As a documentary director, she is interested in people, their lives, theirs hopes, their destinies and mostly, Human Rights. Her documentaries have won prizes in several festivals.
2000 Upsa’yimoowin, Le calumet de l’espoir / 2001 Itilga, les destinées / 2002 140, rue du Bac / 2003 Au-délà de la peine / 2005 Un amour pendant la guerre / 2006 Une Affaire de nègres
FILHAS DE LUCY
MIGRANT WOMEN. LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS
Myriam Xafrêdo dos Reis, Portugal, 2009, 60’
TER 15 16h AVENIDA
O filme apresenta os testemunhos, na primeira pessoa, de cinco mulheres emigrantes que, por opção ou vicissitudes inerentes à sua vontade, se fixaram em Portugal tendo Lisboa como pano de fundo. O documentário surge como um olhar poético da parte da realizadora, ela própria mulher migrante, portuguesa de origem angolana que, após ter vivido em Londres, Paris, Barcelona, Rio de Janeiro, Luanda e Lisboa, vai ao encontro de diferentes histórias narradas por cinco mulheres migrantes, provenientes de diferentes pontos do globo, Noruega (Augusta Vigdis), Angola (Franscisca Van Dunem), Moçambique (Haula Heider), Brasil (Rosangela Martins) e Canadá (Renée Gagnon).
Nascida em Portugal mas de origem angolana, licenciou-se em Artes Teatrais Europeias em Londres após os diplomas em Artes de Performance e Média, e em interpretação no Instituto das Artes do Espectáculo de Lisboa. Desde 2000, trabalha como actriz em Londres e em Barcelona, tendo iniciado a sua actividade como realizadora com a curta-metragem "Inner City London", e como directora de produção de alguns espectáculos teatrais.
This film presents the testimony, in the first person, of five migrant women who, from choice or by an accident of fortune of their own doing, have settled in Portugal, with Lisbon as their backdrop. The documentary appears as the poetic view of the director, herself a migrant woman. She is Portuguese, of Angolan origin, who, after living in London, Paris, Barcelona, Rio de Janeiro, Luanda and Lisbon, seeks out different stories told by five migrant women from different corners of the globe, Norway (Augusta Vigdis), Angola (Franscisca Van Dunem), Mozambique (Haula Heider), Brazil (Rosangela Martins) and Canada (Renée Gagnon).
Born in Portugal but with Angolan origins, BA in European Theatre Arts in London, diploma in Performance Arts and acting diploma at Lisbon Instituto das Artes do Espectáculo.
Myriam has been acting in London since 2000, ad had began her directing activity with the short film "Inner City London". From 2003 she directed the production of theatre performances.