18.11.09

esta semana @ fac




17 de Novembro - terça-feira

SiNeKafé – 19h

1929 ı P&B ı 16 min

Un Chien Andalou é um filme surrealista lançado em 1929 na França e dirigido/escrito por Luis Buñuel e Salvador Dalí. É considerado o maior representante do cinema experimental surrealista, embora exista outros filmes do gênero. Foi realizado em 1928, época ainda do ápice das vanguardas européias, o filme nasceu de uma colaboração de Luis Buñuel com o pintor Salvador Dalí.

18 de Novembro - quarta-feira

Mês Internacional do Filme Documentário– 19h

Documentário/Debate

O Comércio Justo, de Martine Bouquin et Jean Lefaux – 1999 – 47mm

A Ilha das Flores, de Jorge Furtado, 1989 – 13mm

O debate conta com a presença de Mário Vaz Moniz, Presidente da Plataforma ONG e Irani Maia Pereira, Economista

Co-produção: FAC e Centro Cultural Francês

19 de Novembro - quinta-feira

Dia Mundial da Filosofia – 19h

Instalação, poesia visual e outros contributos

O Dia Mundial da Filosofia foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Todos os anos ele é comemorado na terceira quinta-feira do mês de novembro. Neste ano, o dia 19 de novembro permite mais uma possibilidade de provocarmos perguntas e refletir sobre a importancia da Filosofia para reaprendermos a ver o mundo (Merlau-Ponty) continuamente. Inicialmente o projecto seria conduzido por Irene Cruz, docente de filosofia da UNI-CV, e Juliana Tq. Luiz, socióloga, com a participação especial de César Schofield Cardoso. Infelizmente, por motivos alheios à nossa vontade, o evento teve que ser adiado. No entanto, e porque o dia mundial da filosofia não deve ser passado em branco, uma das salas da Fundação Amílcar Cabral irá apresentar um work-in-progress a partir do trabalho audiovisual de César Schofield Cardoso e de retalhos de “filosofia visual” de Samira Pereira.

Cinema Documentário @ Voz Di Povo (todas as quintas) – 21h

Jazz Casual” gravado em Outubro de 1961 pelo Dave Brubeck Quartet (Rhino Home Video, 30 minutos). Gleason congela o grupo em seu apogeu. No ano anterior, seu revolucionário disco “Time Out” batera o recorde de vendas com mais de um milhão de cópias. Gravadas em 1959, suas sete faixas, de “Blue Rondo a la Turk” a “Pick Up Sticks”, expandiam o som do jazz para novas galáxias de tons e tempos, provando que era possível combinar experimentação e popularidade.
“O jazz desafia o público”, garante Brubeck numa relaxada entrevista para Gleason. Resumindo o que escrevera anos antes na revista especializada “Downbeat”, Brubeck explica que “Time Out” era a prova de que os ouvintes de jazz estavam prontos a serem guiados para exercícios com bitonalidade e polirritmia, pondo em prática sua busca por “mudanças harmónicas mais aventurosas”.

Com esperta direcção de TV de Dick Christian, “Jazz Casual” devassa a máquina celestial do quarteto, ora acompanhando o contraste de ritmos entre as mãos de Brubeck ao piano, ora fechando na cadência implacável de Morello na bateria, ora enquadrando os quatro mágicos para um milimétrico desfecho.

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21 de Novembro - sábado

Oficina de Reciclagem com Alex Carvalho – 9h às 13h

(pais, filhos, avós, net@s, ti@s, sobrinh@s e amig@s)

Tragam roupa confortável!!!!




-

Fundação Amílcar Cabral

+238 261 3370

fac.cv@cvtelecom.cv

amigos.fac@gmail.com

21.10.09

Dak'art

20.10.09

em Copacabana, Rio de Janeiro

7.10.09

Exposição Art Déco, 1925

Exposição Art Déco, 1925

Abre ao público a 16 de Outubro

Um notável conjunto de criações representativas do estilo art déco, tendência artística que se afirma a partir da década de 1920, será objecto de uma exposição do Museu Calouste Gulbenkian a partir do dia 16 de Outubro até 3 de Janeiro de 2010.

A mostra Arte Déco, 1925 vai reunir uma centena e meia de requintadas peças de porcelana, cerâmicas, vidros, pinturas, desenhos, esculturas, jóias e mobiliário, que pretendem evocar a Exposição Internacional das Artes Decorativas e Industriais Modernas, realizada em Paris em 1925. Do conjunto de peças agora apresentado no Museu Gulbenkian, cerca de meia centena estiveram expostas em Paris, como a importante escultura Le Printemps ou Hommage à Jean Goujon de Janniot, adquirida por Calouste Gulbenkian e que ornamentava a fachada do pavilhão “Hôtel du Collectioneur”.

Podem ser vistas jóias de Van Cleef & Arpels, Cartier, Chaumet e Boucheron, cerâmicas de Jourdain e Braquemond, porcelanas de Rapin, pinturas de Le Corbusier, Léger e Laurencin, esculturas de Janniot e Joseph Bernard, vidros Baccarat e de Lalique, peças de mobiliário de Ruhlmann, Leleu, Groult e Dunand, ourivesaria Christofle, têxteis de Dufrêne e Miklos, e ainda livros ilustrados e encadernados (Schmied, Dunand e Legrain), obras provenientes de colecções públicas e privadas estrangeiras, maioritariamente francesas e também nacionais.

Para além da referida escultura de Janniot, figuram na exposição várias outras peças da colecção Gulbenkian nomeadamente jóias, vidros, objectos decorativos e livros de arte representativos desta nova forma de expressão visual.

Apesar da ausência oficial de Portugal na exposição de 1925, o escultor Canto da Maya, na altura a viver em Paris, apresentou obras suas em diversos pavilhões franceses, estando agora representado com duas obras de que se salienta a terracota Eva ou Femme au Serpent.

A exposição contou com empréstimos de obras de instituições públicas e privadas, maioritariamente francesas, que aceitaram emprestar alguns dos tesouros das suas colecções. As especialistas Chantal Bizot e Dany Sautot comissariam esta mostra.

Entre as actividades em torno da exposição, destaque para dois recitais dedicados à música francesa nos primórdios do século XX, nos dias 18 de Outubro e 8 de Novembro e para o programa de visitas orientadas, terças e quintas, às 15h.

Imagens em alta definição da exposição podem ser descarregadas em:

Ver GALERIA DE IMAGENS


Sala de Exposições Temporárias da sede da Fundação Calouste Gulbenkian
terça a domingo: 10h-18h
Encerrada à segunda-feira
e nos feriados de 25 de Dezembro e 1 de Janeiro
€5,00

documentário na praia

10.9.09

amanhã começa o DOCKANEMA

O filme de abertura "Behind the Rainbow" de Jihan El Tahri será projectado no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, antigos Continuadores, na Agostinho Neto, dia 11 às 19h e depois a festa decorre no franco-moçambicano às 22h 30 (com convite).

6.9.09

DOCKANEMA INFORMA

"Os nossos lugares proibidos" de Leïla Kilani, Marrocos/França, 2008, 105’

SESSÕES AFRICA É NOME DE MULHER 

ATRÁS DO ARCO-ÍRIS                  vencedor do 2º prémio de Documentário no Festival Fespaco 2009 (rigoroso e bem documentado)

BEHIND THE RAINBOW

Jihan El Tahri, Egipto/França/África do Súl, 2009, 138


SAB 12 18h CCFM

SEG 14 16h30 FLECS- UEM

DOM 20 20h AVENIDA


"Atrás do Arco-Iris" explora a transição do ANC desde a organização de libertação até ao partido do governo da África do Sul através da evolução da relação entre dois dos seus mais proeminentes quadros, Thabo Mbeki and Jacob Zuma. 

Exilados durante o apartheid, eram irmãos de armas. Sob as ordens de Mandela, trabalharam lealmente para construir um estado não-racial. Agora são ferozes rivais. O seu confronto ameaça dividir o ANC e o país, enquanto isso, os pobres tentam desesperadamente esperança na mudança e a elite luta pelos benefícios da vitória. 


Nascida no Egipto Jihan El-Tahri tem o grau de Mestre de Artes em ciências políticas da Universidade Americana do Cairo (1986) e trabalhou como jornalista, escritora e realizadora desde 1984. O trabalho dela é caracterizado por um conhecimento profundo e entendimento de matéria política no Médio Oriente e África. 

 


Behind the Rainbow explores the transition of the African National Congress (ANC) from its role as a liberation organization to its position as South Africa’s ruling party, by means of the evolution of the relationship between two of its most prominent leaders, Thabo Mbeki and Jacob Zuma. Exiled under Apartheid, brothers in arms following Mandela’s leadership, they loyally labored to build a non-racial state. Now they are bitter rivals. Their confrontation threatens to tear apart the ANC and the country, mean while the poor desperately seek hope in change and the elite fight for the spoils of victory.


Egyptian-born Jihan El-Tahri holds a Master of Arts degree in political science from the American University of Cairo (1986) and has worked as a journalist, a writer and a filmmaker since 1984. Her work is characterized by an in-depth knowledge and understanding of complicated political matters in the Middle East and Africa. 


1990-1994 Algérie: la vie malgré tout – Abortion in Ireland – The Spiral Tribe : Rave parties in UK  – Voleurs d’Organes  – Le Coran et la Kalashnikov / 1995-1998 Holidays in Hell  – Israel and the Arabs / 1998 L’Afrique en morceaux: la tragédie des grands lacs / 2000 54 heures d’angoisse / 2001 Histoire d’un suicide : Pierre Bérégovoy / 2002 Regards Croisés sur le Sida / 2003 Humanitarian Crisis…and Then ? – The Price of Aid / 2004 Les Maux de la Faim - House of Saud / 2007 Cuba, uma Odisseia em Africa / 2009 Behind the Rainbow



SESSÃO ANGÈLE DIABANG       DOM 13 18h CCFM                           

Senegal


Mon beau Sourire, 2005, 5'

Senegalesas e Islão, 2007, 40'

Yandé Codou, a griotte de Senghor, 2008, 52' (repetição  SEXTA 18 16h30 FLECS - UEM)


A cantora Yandé Codou Sène, 80 anos de idade, é um dos últimos mestres da poesia polifónica “sérère”. O filme é um olhar íntimo sobre uma diva que atravessou a história do Senegal junto de um dos seus maiores mitos, o presidente e poeta Léopold Sédar Senghor. Uma história doce e amarga sobre a grandeza, a glória e... a fuga do tempo.


Nascida em 1979, Angèle Diabang Brener diplomou-se no Média Centre de Dakar em 2003. Montou inúmeros filmes, videoclipes e publicidade antes de realizar a sua primeira curta-metragem documental “Mon Beau Sourire” em 2005. Desde então, criou a sua própria empresa de produção Karoninka.


The 80-year oldish Yandé Codou Sène is one of the last leading singers of polyphonic serere poetry. This documentary gives an intimate glance on a true diva who sang through Senegalese history accompanied by the mythical “president – poet” Léopold Sédar Senghor. Here is a sweet and bitter story about greatness, glory and… the flight time.

Born in 1979, Angèle Diabang Brener graduated from the Dakar Media Centre in 2003. She edited numerous films, video clips and advertisements before directing her first short documentary “My Beautiful Smile” in 2005. Since then, she has set up her own production company Karoninka.



NOSSOS LUGARES PROIBIDOS          vencedor do 1º prémio de Documentário no Festival Fespaco 2009   (pela criatividade e pela força) 

NOS LIEUX INTERDITS


Leïla Kilani, Marrocos/França, 2008, 105’


Em 2004, o rei de Marrocos Mohamed VI implantou uma Comissão de Igualdade e Reconciliação para investigar o estado de violência ocorrida nos "anos de chumbo". Durante três anos, o filme segue quatro famílias na sua procura da verdade. Activistas, jovens soldados rebeldes ou simples cidadãos, quer eles quer os seus parentes foram presos em várias partes de Marrocos. Cada um tenta descobrir a “razão”, para poderem fazer o luto. Mas quarenta anos depois, o estado secreto desvenda finalmente a existência de outro, segredo mais íntimo, o segredo de família. 


Leïla Kilani, Casablanca, Marrocos, 1970. Depois de ter estudado economia em Paris, fez um Mestrado em História e Civilização e, ao preparar a tese na École des Hautes Études Sociales, começou a trabalhar como jornalista freelance em 1997 e a trabalhar em documentários em 1999.


In 2004, the King of Morocco launched an Equity and Reconciliation Commission to investigate state violence during the «years of lead». For three years, the film follows four families in their search for the truth. Activist, young rebel soldier or simple citizen, either they or their relations were imprisoned in different parts of Morocco. Each person tries to “find out”, discover a “reason”, to be able to mourn. But forty years later, the state secret finally unveils the existence of another, more intimate secret, the family secret. 


Leïla Kilani, Casablanca, Morocco, 1970. After studying Economy in Paris, obtaining a Master’s Degree in Mediterranean History and Civilisation, and preparing a thesis at L’École des Hautes Études Sociales, she started working as a freelance journalist in 1997 and working on documentaries in 1999.


2002 Zad Moultaka, passages - Tanger, le rêve des brûleurs / 2008 Nos lieux interdits



Um Assunto de Pretos

Osvalde Lewat-Hallade, Camarões/França, 2006, 90'

DOM 13 16h CCFM 

SAB 19 16h SCALA


Março 2000, um decreto do Presidente da República dos Camarões estabeleceu uma Unidade de Comando Operacional para combater o desenfreado banditismo na região de Douala. A Unidade apresenta o que veio ao de cima em conversações: num ano, 1600 pessoas desapareceram ou foram mortas. Um ano mais tarde, nove jovens homens desapareceram. O assunto foi apresentado ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos. Os acusados foram culpados de "não cumprir as ordens" e ilibados mas os procedimentos legais não chegaram a um termo. As famílias das vítimas têm de viver entre o desejo de justiça e a pressão para que os crimes sejam varridos para sempre da memória colectiva.


Osvalde-Lewat Hallade nasceu em 1976 nos Camarões. Como jornalista, publicou artigos culturais e sociais no “Cameroun Tribune”. Estudou no Instituto Nacional da Imagem e do Som (INIS) de Montréal e a Audiovisual School FEMIS em Paris. Como directora de documentário, interessa-se pelas pessoas, as suas vidas, as suas esperanças, os seus destinos e sobretudo, por Direitos Humanos. Os seus documentários ganharam prémios em vários festivais. 


March 20, 2000, a decree by the President of the Republic of Cameroon set up an Operational Command Unit to tackle rampant banditry in the Douala region. The Unit introduced what amounted to round-ups: in one year, 1600 people disappeared or were killed. One year later, nine young men disappeared. The matter was submitted to the UN High Commissioner for Human Rights. The accused were found guilty of "failure to follow orders" and released but legal proceedings have not come to an end. The victims’ families have to live between the desire for justice and the pressure for the crimes to be wiped out forever from the collective memory.


Osvalde-Lewat Hallade was born in 1976 in Cameroon. As a journalist, she published cultural and social articles in the “Cameroun Tribune”. She studied at the Institut National de l'Image et du Son (INIS) of Montréal and at the FEMIS Audiovisual School in Paris. As a documentary director, she is interested in people, their lives, theirs hopes, their destinies and mostly, Human Rights. Her documentaries have won prizes in several festivals.


2000 Upsa’yimoowin, Le calumet de l’espoir / 2001 Itilga, les destinées / 2002 140, rue du Bac / 2003 Au-délà de la peine / 2005 Un amour pendant la guerre / 2006 Une Affaire de nègres



FILHAS DE LUCY

MIGRANT WOMEN. LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS

Myriam Xafrêdo dos Reis, Portugal, 2009, 60’

TER 15  16h AVENIDA


O filme apresenta os testemunhos, na primeira pessoa, de cinco mulheres emigrantes que, por opção ou vicissitudes inerentes à sua vontade, se fixaram em Portugal tendo Lisboa como pano de fundo. O documentário surge como um olhar poético da parte da realizadora, ela própria mulher migrante, portuguesa de origem angolana que, após ter vivido em Londres, Paris, Barcelona, Rio de Janeiro, Luanda e Lisboa, vai ao encontro de diferentes histórias narradas por cinco mulheres migrantes, provenientes de diferentes pontos do globo, Noruega (Augusta Vigdis), Angola (Franscisca Van Dunem), Moçambique (Haula Heider), Brasil (Rosangela Martins) e Canadá (Renée Gagnon).

Nascida em Portugal mas de origem angolana, licenciou-se em Artes Teatrais Europeias em Londres após os diplomas em Artes de Performance e Média, e em interpretação no Instituto das Artes do Espectáculo de Lisboa. Desde 2000, trabalha como actriz em Londres e em Barcelona, tendo iniciado a sua actividade como realizadora com a curta-metragem "Inner City London", e como directora de produção de alguns espectáculos teatrais.


This film presents the testimony, in the first person, of five migrant women who, from choice or by an accident of fortune of their own doing, have settled in Portugal, with Lisbon as their backdrop. The documentary appears as the poetic view of the director, herself a migrant woman. She is Portuguese, of Angolan origin, who, after living in London, Paris, Barcelona, Rio de Janeiro, Luanda and Lisbon, seeks out different stories told by five migrant women from different corners of the globe, Norway (Augusta Vigdis), Angola (Franscisca Van Dunem), Mozambique (Haula Heider), Brazil (Rosangela Martins) and Canada (Renée Gagnon).


Born in Portugal but with Angolan origins, BA in European Theatre Arts in London, diploma in Performance Arts and acting diploma at Lisbon Instituto das Artes do Espectáculo. 

Myriam has been acting in London since 2000, ad had began her directing activity with the short film "Inner City London". From 2003 she directed the production of theatre performances. 


16.8.09

Galeria Twin Towers

EBULIÇÃO CRIATIVA

O conceito reside na intervenção rápida e de carácter determinado de vários artistas como um acto de liberdade e de rebelião, em relação à prática estabelecida por outros. São influenciados pela pintura mural e pela street art actuando no tecido social, político e cultural.

Esta exposição é o culminar de duas iniciativas que decorreram na cidade de Lisboa, em espaços públicos mais concretamente no Parque de estacionamento do Marquês de Pombal no mês de Abril enquanto decorria a feira do livro sob a designação Subsolo e no Castelo de São Jorge entre 29-31 de Maio sob a designação Art Mix/ Mundo Mix 09.

Estes momentos de pintura ao vivo com a participação de vários artistas de entre os quais destacamos Gabriel Garcia e Telmo Alcobia resultaram em vários painéis murais que depois de seleccionados estão em exposição nas Galerias Twin Towers no Centro de Arte de São Bento (loja CPS) até ao inicio de Setembro.

3.8.09

O Eu Afro: A ancestralidade do som Ñ


Na língua caboverdiana grande parte vocabulário tem palavras de origem portuguesa mas há determinadas expressões, puramente africanas, que conferem autenticidade à língua criola e uma que já foi identificada: é o som Ñ.

Em todas as variantes do criolo encontramos esse som ñ que é uma forma de dizer eu: ñ sta bai, ñ tita bai, ñ ka sabi, etc., e é uma das expressões mais usadas de norte a sul do arquipélago. Para dar expressão a esse som costumava escrever , mas desde que vi que o ALUPEC usa o ñ, achei muito mais forte, porque parece-me que o til (~) reforça o som e evocando a ancestralidade africana.

Esse som é comum no continente e segundo alguns amigos trata-se de um vestigio do Bantu. Que é um grupo de línguas utilizadas aqui da costa ocidental.

E de facto muitos cabo-verdianos não costumam reconhecer a herança africana e já por diversas vezes fui questionado sobre: o que tenho da África em mim?! A resposta é precisamente a língua materna, que para além dos aspectos específicos da nossa cultura, esconde, lá nos seus meandros e após séculos de miscigenação, uma herança africana viva.

A valorização da lingua materna é um must e é pena que haja tanto ruido sobre algo que todos os criolos carecem e almejam.

P.S: Depois de publicado, descobri que o MITO já fez uma exposição que se chamava Ñ. Espreita aqui.
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aconteceu na FAC

1.8.09

Ras Haitrm em Maputo

23.7.09

IV edição do Dockanema

no Mafalala Libre em Maputo

21.7.09

Abraão Vicente - No Limiar

O que é ser-se actualmente um cidadão de um país, num mundo global? E se se for cidadão de vários?


A mobilidade global aliada aos recentes processos de descolonização, ainda muito presentes na memória de quem os viveu, originou espaços de pertença múltipla.

Por um lado, existe a carga cultural do ex-colonizador que se encontra instalada nas formas urbanas e arquitectónicas do “ex-colonizado”, e por outro , uma construção, que parte dessa herança legada e que poderá ser considerada artificial, mas serve de base–referência ou factor de afastamento, para um novo começo.

As questões surgem, obviamente, duma situação continuada, cujos contornos são algo esquizofrénicos, mas que se quer em transição para uma nova realidade assente em ideais negociados por interacção e prática de vida.

Se o documento afirma, ou prova, a pertença ou pertenças de um indivíduo a um espaço ou espaços geopolíticos, por outro lado, de que forma é que essas múltiplas pertenças influenciam o desenvolvimento da tal nova realidade, para esse indivíduo?

Contrariamente ao que seria de supor, existe uma “miscenização”, manifestada na língua ou hábitos colectivos. Uma “crioulização” que gera uma nova realidade, mais rica em referências que, dado o seu estado de constante transformação, não está ainda completamente definida. Contudo, encontra-se acima de qualquer divisão manifestada por um documento ou documentos.

Faz-se primeiramente uma referência ao que se considera actualmente por pós-colonialismo, mas o facto é que, com o fenómeno da Globalização, o mesmo poderia ser descrito para um número crescente de migrantes, independentemente da sua nacionalidade; e das relações que estabelecem entre o seu país de origem e o país de acolhimento.

A importância do documento, do passaporte, surge como um símbolo do livre acesso a duas realidades, não resultando exclusivamente daqui qualquer referência ao processo de adaptação e integração, que os indivíduos nesta situação estão sujeitos. Apenas através da prática – colectiva e ritualizada, terão uma oportunidade de expressar novas formas de expressão e pertença colectiva.

16.7.09

No Inferno @ Praia

9.7.09

NOMADLAB - MAPUTO


Galeria de Arte Urbana

Estão convidados para a inauguração da actual exposição na Galeria de Arte Urbana, amanhã, 6f, pelas 18h, no Elevador da Glória, Lisboa.

Os trabalhos foram realizados em painéis na rua, durante a semana passada e estão visíveis desde então até Outubro, quando os outros artistas seleccionados irão os pintar.

Desta leva de 7 artistas destaco Miguel Noronha (um colega de muitos anos) e eu próprio, Telmo Alcobia.

6.7.09




Vazio do Teatro

Projecto Teatral.
Gonçalo Ferreira Almeida, Helena Tavares, João Rodrigues, Maria Duarte e André Maranha, interpretação.

1 a 11 Jul
Qua a Sáb: 22h

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A Zé dos Bois colabora pela primeira vez com o Projecto Teatral na criação da sua nova peça, Vazio do Teatro. Criado em 1994, Projecto Teatral é uma estrutura de vocação independente e caracteriza-se pelo constante questionamento das noções tradicionais da criação artística. Vencedor do Prémio Acarte em 2003, já apresentou vários espectáculos ao público como As Troianas de Jean Paul Sartre, As Criadas de Jean Genet, O Sabãode Francis Ponge e mais recentemente Lion Noir no Festival Alkantara, em 2008.
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Informações Úteis: Entrada livre

30.6.09

UTOPIA de César Schofield Cardoso




A utopia que foi, que é, sonhar a liberdade e lutar.
Mas conseguimos?

Continuamos a lutar ou continuamos a sonhar?

A utopia é. E tem de ser sonhada todos os dias, em cada gesto, em cada actividade, em cada palavra.

Porque a liberdade é como o vento: voa.

Fundação Amilcar Cabral, cidade da Praia

5 a 12 de Julho 2009. Abertura 5 de Julho, 17h30 (a confirmar)

UTOPIA de César Schofield Cardoso é um projecto site specific no qual o autor propõe uma reflexão sobre "liberdade alcançada, pela luta, pelo sacrifício e pela determinação de uma geração".

Através de uma instalação áudio e visual composta por projecções de filmes 16mm, vídeo-slides e multimédia o autor respiga no passado imagens presentes. O resultado é uma abordagem intimista sobre a Independência de Cabo Verde enquanto o lugar-comum na construção da nossa identidade.
Samira Pereira

25.6.09

APRESENTAÇÃO II TRIENAL DE LUANDA


Dia 25 Junho às 18h30

Museu Nacional de Arte Contemporânea
Museu do Chiado, Lisboa [Sala Polivalente] Piso 0


A mais de um ano de distância, o tema central da segunda trienal de Luanda já está escolhido: “Geografias Emocionais, Arte e Afectos”. A Fundação Sindika Dokolo, a responsável pela sua organização, já está a trabalhar no projecto que promete ser ainda mais ambicioso do que a primeira trienal de 2007. Fernando Alvim, vice-presidente da Fundação, apresenta em Lisboa o evento — a realizar de 13 de Setembro a 19 de Dezembro de 2010 _ que desenvolve-se em torno de sete áreas: MATERIAS, ARTES VISUAIS, ARQUITECTURA, PROJECTOS ARTE PUBLICA, ARTES CENICAS, EXPOSICOES, CIDADES


BANDA NEXT SMOOTH AND RAVE _ som afro electro-acústico
às 20h30

Museu Nacional de Arte Contemporânea
Museu do Chiado, Lisboa [Jardim das esculturas]


Misturar Artur Nunes com Pink Floyd, Proletário com Sting, textos políticos e culturais e música de JES, poesia de A. Neto, são alguns dos exemplos da experimentação dos NEXT para perceber a genética sonora africana no contexto universal.
Fernando Alvim _ Conceitos sonoros e bateria; Ivo Mingas _ Violão e harmonia; Nuno Mingas _Voz e arranjos; Divaldo Cardoso _ Guitarra solo; Ricardo Faria _ Baixo solo; Marita Silva _ Baixo; Nuno Martinho _ Percussão e arranjos


MNAC- Museu do Chiado _ Rua Serpa Pinto,4, 1200-444 Lisboa
www.mnac-museudochiado.imc-ip.pt
[+ info: 914 931 645]


24.6.09

23.6.09





Mostra de fotografias de Tchitche, denominada “FiIling”, em Lisboa, de 26 de Junho a 10 de Julho.

A mostra enquadra-se nas festividades dos 130 anos da Cidade do Mindelo e do 34º aniversário da Independência Nacional e estará patente na Casa da Morna, em Lisboa.

Tchitche vai mostrar na Cidade das Sete Colinas fotografias que retratam temas tradicionais do arquipélago.

18.6.09

16.6.09

BACALHOEIRO
C O O L e c t i v o C O O L t u r a l

><(((º> * <º)))><

Filmes com jantarTerça16
Este mês comida espanhola. Ciclo: Almodóvar
[22h30] La ley del deseo 1987

Quarta17jazz
Interlúnio[22h30]
Gonçalo Lopes clarinete Johannes Krieger trompete Eduardo Lala trombone Ricardo Freitas guitarra Raimund Engelhardt percussão

dj Zapata jazz fusion set [00h00]



Noite japonesa
Quinta18
Shibuya
Pixeltura
[20h00] ianuguração da exposição de aguarela sobre jornais japoneses por joakin Com coctail snacks + sake.
[21h00] jantar sushi
dj SK(Shibuya Key) japo set

Sexta19 Club Bacalau
Luvadagus
[23h00] Drum n'bass/Electrónica/Freestyle
Colectivo que reúne músicos de Rising Echo, La Resinance e Groove Intercourse
Luís Vicente trompete Daniel Neto guitarra Gustavo Patrício baixo Vasco Furtado bateria
Dj Mee_k[??h00] dubstep / drum ´n ´bass

Sábado20
[23h00] Cabace
afro infusão
[00h30] Irmãos Makossa
Afro beat e muito mais

Domingo21 Jazzmingus [22h30]
Gonçalo Sousa Trio
Novos talentos do jazz nacional, executantes de classe, numa formação pouco comum, atravessam o jazz e alguns temas de Chico Buarque tocados de uma forma jazzistica.
Inês Sousa voz | André santos guitarra | Gonçalo Sousa harmónica

@ Napoli Teatro Festival - Italia




«PURGATÓRIO», a nova criação de Martim Pedroso a partir do texto de Joris Lacoste que estreou no âmbito da iniciativa «Os Dias das Histórias (Im)prováveis» organizada pelo Teatro Maria Matos, segue para a cidade de Nápoles onde contará com dois espectáculos integrados na programação do Napoli Teatro Festival Italia, nos dias 16 e 17 de Junho pelas 21h.



No elenco, encontram-se os actores Estelle Franco, Flávia Gusmão, Inês Nogueira, Paula Diogo, Tobias Monteiro e Vítor D`Andrade e outros criativos como António Duarte no vídeo, James Uhart na música e Mafalda Oliveira nas luzes.

Monumentos e colonialismo

Monumentos e colonialismo
É necessário assumir a história em toda a sua complexidade e não retirar dela apenas o que nos convem
A New 7 Wonders Portugal, SA está a lançar um concurso com vista a eleger as "7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo". Os resultados serão conhecidos no próximo dia 10 de Junho. Estamos, pois, no mundo dos negócios e do mediatismo, e os critérios por que se pauta este mundo têm pouco a ver com a busca da verdade ou da justiça. Têm antes a ver, neste caso, com os lucros que podem ser obtidos com a exploração da história, da obtenção de direitos de exploração do conceito "7 Maravilhas", da publicidade, da promoção do turismo, etc. Perante isto, pode estranhar-se o incómodo e o protesto que este concurso tem vindo a suscitar no espaço de língua oficial portuguesa, envolvendo sobretudo investigadores que se dedicam ao estudo do império colonial português ou ao estudo dos países independentes que emergiram do fim do império e educadores que, neste espaço, procuram passar às novas gerações uma visão complexa da história que, longe de ser passada, continua a afectar as suas sociedades e as suas vidas.

O incómodo e o protesto têm razões fortes e a principal é que este concurso implica não apenas com a História de Portugal, mas também com a história dos países que estiveram sujeitos ao colonialismo português, e fá-lo de modo a ocultar, precisamente, o colonialismo, ou seja, o contexto social e político em que esses monumentos foram erigidos e o uso que tiveram durante séculos. O olhar que é orientado para ver a beleza da arte e da arquitectura dos monumentos é igualmente orientado para não ver o sofrimento inenarrável dos milhões de africanos que, entre o século XV e o século XIX, sacrificaram a vida para que muitos desses monumentos tivessem vida, quer os monumentos onde foram comprados como "propriedade móvel" quer os monumentos que foram construir no outro lado do Atlântico.

Portugal foi um participante activo no tráfico de escravos, a maior deportação da história da humanidade, que só na África Ocidental envolveu entre 15 e 18 milhões de escravos. Se tivermos em mente que, por cada escravo que chegou à América, cinco morreram nos processos de captura, no transporte do interior para os armazéns (alguns deles, os monumentos de hoje), durante o cativeiro à espera de transporte ou na viagem, estamos a falar de 90 milhões de pessoas. E não esqueçamos que a esperança média de vida dos que chegavam à América era apenas de mais cinco ou seis anos.

Os monumentos devem ser respeitados e recuperados para nos devolverem a história, não para a ocultar. É por essa razão que ninguém imagina que se promova a visita a Auschwitz apenas para conhecer a arquitectura carcerária modernista da Alemanha. É, por isso, perturbador que o comissário do concurso diga que "esta visita ao património de origem portuguesa no mundo é feita com um sentimento de orgulho e de satisfação pelo legado histórico do nosso passado", e acrescente que "os fluxos de pessoas e de informação à escala global aproximam-nos de todos enquanto partes constituintes de uma mesma humanidade". Teremos de concluir daqui que, porque o tráfico de escravos foi um desses fluxos, os monumentos são um monumento ao colonialismo português?

Todos nós que trabalhamos no espaço de língua portuguesa fazemo-lo com a convicção de que Portugal é um país de futuro e que esse futuro passa pelas relações fraternas que soubermos criar com os países que estiveram sujeitos ao colonialismo português. Mas para que isso ocorra é necessário assumir a história em toda a sua complexidade e não retirar dela apenas o que nos convém. É com base neste pressuposto que estamos a construir uma vibrante comunidade científica e educativa no espaço de língua oficial portuguesa. O património em causa é tanto de origem portuguesa como é de origem angolana, moçambicana, guineense cabo-verdiana, indiana ou brasileira. Por um critério mínimo de justiça histórica, as instituições que patrocinam este concurso devem exigir à empresa total transparência de contas e que os lucros sejam integralmente destinados à recuperação dos monumentos.

Boaventura Sousa Santos
In Revista Visao

10.6.09

Sara Tavares @ Praia - Cabo Verde

6.6.09

rastafari

2.6.09

Arraial na Mouraria!


SEXTA-FEIRA, DIA 5

19:00 - Arruada com FARRA FANFARRA, do Martim Moniz ao largo da Rosa Myspace dos "Farra Fanfarra"

21:00 - Fado com RUCA FERNANDES e convidados, Myspace do Ruca

Poesia e danças orientais com ELSA SHAMS

23:00- Concerto com FARRA FANFARRA e baile com DJ

SÁBADO, DIA 6

Projecção do jogo de apuramento para o Mundial 2010 Albânia-Portugal,

Concerto com JP SIMÕES, baile com DJ - Myspace de "JP Simões"

TERÇA-FEIRA, DIA 9

Baile com a banda RASPA DE TACHO e DJ - Myspace do grupo "Raspa de Tacho"

QUARTA-FEIRA, DIA 10

17 HORAS: RONDA DAS TASCAS (ponto de encontro na tasca Os Amigos da Severa, Rua do Capelão), com a ORIGINAL BANDALHEIRA

Concerto com TOCHA e PESTANA, baile com DJ - Myspace do grupo "Tocha & Pestana"

SEXTA-FEIRA, DIA 12

Baile com a banda Quinteto 22222 e DJ’s

SÁBADO, DIA 13

21:00 - Noite de FADOS E GUITARRADAS e apresentação do livro As Mortes que Mataram a Monarquia, de Luís Vaz

00:00 - Concerto com SOTAZERO (Barcelona), Myspace dos Sotazero

Baile com DJ

SEXTA-FEIRA, DIA 19

Concerto com MOI NON PLUS, baile com DJ - Myspace dos "Moi non plus"

SÁBADO, DIA 20

Concerto com o grupo ANONIMA NUVOLARI, baile com DJ - My space dos "Anonima Nuvolari"

SEXTA-FEIRA, DIA 26

FESTA JUNINA, com FORRÓ, ateliers de dança e DJ’s

Em parceria com a Associação Portuguesa de Forró - contacto: 962 309 979

SÁBADO, DIA 27

Concerto com a banda MELECH MECHAYA e DJ - Myspace dos "Melech Mechaya"

Festa de Solidariedade com Mumia Abu-Jamal

A vida de Mumia está em perigo! Temos de o salvar!

Ao recusar o pedido de recurso de Mumia, o Supremo Tribunal Federal dos EUA pôs em perigo a vida de Mumia. Graças a uma lei do tempo de Bill Clinton, ele só tinha direito a um recurso e esse foi agora utilizado. A manter~se a pena actual, Mumia passará o resto da vida na prisão. Mas o Supremo também pode ainda decidir favoravelmente ao Estado da Pensilvânia que também recorreu para reimpor a pena de morte, o que levaria à sua execução imediata.

O CMA-J vai realizar uma Festa de Solidariedade com Mumia Abu-Jamal no próximo sábado, 6 de Junho, a partir das 19h no Grupo Desportivo da Mouraria (Travessa da Nazaré, 21, 2º, Lisboa).

A tua presença é muito importante. Vem solidarizar-te com Mumia!

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Jantar às 19h: Cachupa e comida vegetariana.
Reservas: cmaj@mail.pt

Múaica e DJs:
Chullage
Hezbollah
LBC
Mentis Afro
Pedro e Diana
Primero G
Ritmos da Resistência
DJ Cucurucho

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30 de Maio de 2009
Colectivo de Solidariedade com Mumia Abu-Jamal
CMA-J (cmaj@mail.pt)
http://cma-j.blogspot.com

28.5.09

Art Mix



















Trabalhos de pintura realizados ao vivo por Gabriel Garcia, Telmo Alcobia, Vanessa Teodoro e Rui Ventura e trabalhos de fotografia por José D´Almeida e Maria Flores


26.5.09

Mostra de Fotagrafia Contemporânea Caboverdiana

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25.5.09

Exposição de Pintura e Escultura no CCF - Praia

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21.5.09

Agora Luanda

Projecto de Inês Gonçalves e Kiluange Liberdade, "Agora Luanda" é composto por um livro, fotografias e filmes. Apresentado ao público no ano passado, ocupa agora, em forma de exposição, a Plataforma Revólver, em Lisboa. Até 20 de Junho.
Retratos da juventude de Luanda, os seus hábitos, as suas roupas, as suas músicas, as suas tradições. "Agora Luanda" é um trabalho conjunto de Inês Gonçalves e Kiluange Liberdade. Editado em livro no ano passado, mas também realizado em formato de exposição, este projecto é composto por fotografias, filmes ("Mãe Ju") e por textos de José Eduardo Agualusa e Delfim Sardo.
Nesta nova apresentação são mostradas as fotografias e dois documentários, um deles inédito.


TELEFONE
213433259
LOCAL
Lisboa, Plataforma Revólver - Rua da Boavista, 84 - 3º
HORARIOS
De 21-05-2009 a 20-06-2009
Segunda a sábado das 14h00 às 19h30
PREÇO
Entrada livre.
OBSERVAÇÕES
Fotografia, Vídeo. Inaugura 21/5 às 22h.

ARTISTA/S
Kiluanje Liberdade, Inês Gonçalves

MAIO.DOC - Ciclo de Cinema Documentário na Praia

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Um projecto Stalker/Osservatorio Nomade
Um atravessamento das realidades materiais e imateriais da metrópole contemporânea


ON Osservatorio Nomade è um projecto interdisciplinar promovido pelo colectivo Stalker. Propõe métodos de intervenções espaciais baseados sobre práticas de exploração, escuta e de relação com os ambientes, os habitantes e as suas memórias. Tal prática pretende catalisar o desenvolvimento de processos flexíveis e de auto-organização, mediante a instauração de novas relações sociais e ambientais. As intervenções permitem um levantamento sensível, complexo e dinâmico dos territórios e das comunidades que, graças à abordagem interdisciplinar, torna-se apelativo e de fácil acessibilidade. Este modus operandi é uma ferramenta única para partilhar conhecimentos e contribuir à difusão da consciência das comunidades relativamente aos seus territórios e ambiente cultural. Como consequência, nascem repostas eficazes e de participação criativa à administração territorial e urbana.




O Aqueduto das Águas Livres foi construído no século XVIII para o abastecimento de água da cidade de Lisboa. Estende-se ao longo de 18 km e dum extenso sistema de ramais. O complexo arquitectónico atravessa imperturbavelmente paisagens agrícolas remanescentes e núcleos urbanos de altíssima densidade passando por zonas periféricas "difusas" onde desaparece a tradicional dicotomia cidade/campo. Na última parte do seu percurso, atravessa o parque florestal de Monsanto e surge no Vale de Alcântara com a sua imagem mais emblemática antes de inserir-se no centro de Lisboa para concluir um percurso complexo e curioso através das evoluções da cidade contemporânea.
Mas para além de ligar fisicamente varias realidades territoriais e urbanas, o aqueduto conecta também as realidades sociais, ambientais e culturais que se desenvolveram nestes lugares.
Com este projecto, procuraremos também mostrar como é que o elemento patrimonial do século XVIII permite uma releitura esclarecedora da cidade contemporânea, das suas problemáticas e das sua novas características.

Com Francesco Carreri, Lorenzo Romito e Marc Latapie (Stalker/Osservatorio Nomade Roma), Jean-Philippe Vassal (Lacaton&Vassal Architectes Paris), Luís Santiago Baptista (arqa Arquitectura e Arte Lisboa), Teresa Marat-Mendes (ISCTE Lisboa)

Walkshop
▪ Conferência sobre a relação entre práticas informais e intervenções formais no domínio da Arquitectura e do Urbanismo.
▪ Walk ao longo do Aqueduto das Águas Livres, da Nascentes da Mãe d'Água Velha e Nova até o Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras com pernoitamento no parque de campismo de Monsanto.
▪ Workshop de síntese das impressões e dos registos recolhidos durante o Walk.
▪ Apresentação pública do material elaborado.

Datas
27- 30 de Maio 2009
27 conferência
28 walk 1a parte
29 walk 2a parte + workshop 1a parte
30 workshop 2a parte + apresentação pública

Local
Walk Nascentes da Mãe d'Água Velha e Nova, Vale de Carenque – Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras, Lisboa
Conferência + workshop + apresentação pública ZDB - Galeria Zé dos Bois
Rua da Barroca 59, Bairro Alto, Lisboa

Organização Marc Latapie & Ester Pieri
Co-produção ZDB - Galeria Zé dos Bois
Consultoria Mário Caeiro
Vídeo Ricardo Silva
Apoio EPAL Empresa Portuguesa das Águas Livres, FAUTL Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, IFP Institut Franco-Portuguais, IIC Istituto Italiano di Cultura, Museu da Água
Parceiro media oficial arqa Arquitectura e Arte

Info e programa
www.osservatorionomade.net/lisboa
marc@osservatorionomade.net

Inscrições
Não é necesaria inscrição para a conferência, walk e apresentação pública.
Uma inscrição de 10 euros é necessária para o workshop e dormida no parque de campismo de Monsanto. O número de participantes é limitado. As inscrições encontram-se abertas de dia 8 a 23 de Maio na Galeria Zé dos Bois, Rua da Barroca 59, Lisboa.
www.zedosbois.org
tel +351 213 430 205

Memo
tragam uma tenda, sapatos confortáveis, um casaco para a chuva, maquinas fotográficas, gravadores de som e vídeo, cadernos, comida e bebidas para as refeições. Atenção a não trazer muito peso na mochila, tragam invés muita curiosidade!

ANJOS URBANOS de José Cabral


INAUGURAÇÃO dia 21 de Maio às 19 horas

Galeria P4 Photography
Rua dos Navegantes 16 r/c (Lapa/Estrela)
1200-731 Lisboa

De 21 de Maio até 24 de Setembro (encerrado em Agosto)

info@p4photography.com - HYPERLINK "http://www.p4photography.com" www.p4photography.com

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36 fotografias, 1979-2002.
"Anjos Urbanos são crianças de Moçambique. Os meus filhos e os filhos dos outros", José Cabral

Nascido em 1952 em Lourenço Marques/Maputo, José Cabral é um dos grandes fotógrafos de Maputo. O primeiro a passar da tradição do fotojornalismo documental iniciada em Moçambique, ainda em tempos coloniais, por Ricardo Rangel e Kok Nam a uma fotografia mais pessoal e criativa, perseguida como um apaixonado desafio de vida. “Anjos Urbanos” é também uma antologia temática duma obra já longa, iniciada na década de 70, nas difíceis condições de construção do novo país. Uma selecção de 36 fotografias, de 1979 a 2002, onde o testemunho sobre Moçambique se conjuga com uma declarada perspectiva autobiográfica, como já acontecera em "As Linhas da Minha Mão", a mostra com que foi homenageado na edição do Photofesta de 2006, os 3ºs Encontros Internacionais de Fotografia de Maputo.

A exposição é acompanhada pela edição de um catálogo, com três poemas inéditos de Luís Carlos Patraquim e um texto de Alexandre Pomar

bibliografia
HYPERLINK "http://www.iluminandovidas.org/pages/jose.html" http://www.iluminandovidas.org/pages/jose.html
http://www.artafrica.info/html/artistas/artistaficha.php?ida=419

19.5.09

AMÉRICA LATINA HOJE


Curso de Verão – 29 de Junho a 3 Julho de 2009

AMÉRICA LATINA HOJE

Pelo segundo ano, o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-ISCTE) e a Casa da América Latina organizam o curso de verão “America Latina Hoje”. O programa, composto por módulos teóricos e aplicados, inaugura a 29 de Junho com uma conferência de abertura por Carlos Malamud, do Real Instituto Elcano, sobre “As relações EUA – AL: mudança ou continuidade com a Administração Obama?”. O encerramento será a 3 de Julho com uma sessão dedicada à XIX Cimeira Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, que em 2009 terá lugar em Portugal.(*)
Com o objectivo de proporcionar uma visão abrangente e actualizada sobre a América Latina, o curso “America Latina Hoje” destina-se a investigadores, estudantes universitários, professores, jornalistas, diplomatas, consultores e público em geral interessado no tema. As inscrições estão abertas até 26 de Junho. Serão atribuídas seis bolsas no valor da inscrição (candidaturas até 29 de Maio).
Programa completo e mais informações em:

18.5.09

PANOS


Três novas peças foram encenadas por mais de trinta grupos espalhados pelo país. Na sua quarta edição, os PANOS continuam a juntar a nova dramaturgia ao teatro escolar ou juvenil. Os actores têm entre os 12 e os 18 anos, os espectáculos não duram mais de uma hora. E os autores Abi Morgan, Miguel Castro Caldas e Tiago Rodrigues juntam-se a uma lista que já inclui Hélia Correia, Jacinto Lucas Pires, Mark Ravenhill, Alexandre Andrade, Armando Silva Carvalho, Ali Smith, Dennis Kelly, Letizia Russo, Luísa Costa Gomes e Patrícia Portela.
Fez-se o habitual workshop de Novembro, com os encenadores Jonathan Humphreys, Gonçalo Amorim e Pedro Gil a trabalharem cada um em volta de um texto com os responsáveis dos grupos e a presença dos autores portugueses. Seguiu-se o período de ensaios, com estreias até ao fim de Abril. E agora é altura de apresentar, num festival de encerramento que dura um fim-de-semana alargado, dois espectáculos (dois exemplos) de cada texto, escolhidos por um comité de selecção. Este ano houve ainda festivais em Viseu (Teatro Viriato), Santarém (Teatro Taborda e Teatro Sá da Bandeira) e Coimbra (O Teatrão); e no fim-de-semana a seguir ao da Culturgest há ainda o festival do Teatro Oficina de Guimarães. Será editado um volume com os textos. E em breve começa novo ciclo: pede-se aos interessados que fiquem atentos à página dos PANOS.

Kodjo tem 14 anos mas ninguém acredita nele. Ara vem de Bagdad e ainda ouve as bombas à noite. Chang consegue dar mortais para trás e vem de uma aldeia na China que tem mais de mil anos. Todos têm as suas histórias e os seus segredos. A mãe de Chang morreu no camião a caminho do Reino Unido. Kodjo é o rapaz que acabou de chegar. Juntos contam a sua história: uma infância perdida, árvores altas e um assassínio em movimento, cometido por uma criança que toda a gente diz que é um homem. Apenas mais um entre os menores desacompanhados que chegam a Londres. É assim Refuga, de Abi Morgan, escrita para o Connections do National Theatre de Londres, o programa em que os PANOS se inspiraram.
Miguel Castro Caldas, a propósito de Nós numa corda, diz coisas como estas: “Lembram-se daquele caso do telemóvel que foi filmado e tudo? Da professora e da aluna? No meu tempo não havia telemóveis, claro, mas nunca nenhum professor me tirou nada. Os professores davam. Davam notas, davam faltas, davam fotocópias, davam o livro de ponto ao pessoal auxiliar. Os alunos é que tiravam: boas notas, negativas, tiravam coisas uns aos outros. Mas mudou alguma coisa? A escola, quando se vai lá, aquilo está sempre cheio de alunos. Que nunca crescem. Têm sempre mais ou menos quinze anos. Ou são os alunos que estão de passagem, e os professores a vê-los passar. Cada um puxa a corda para o seu lado, ou o telemóvel. Quem dá e quem tira, quem percorre os corredores? Ou serão os corredores a percorrê-los?”
Coro dos maus alunos de Tiago Rodrigues é a história de um velho professor de filosofia com uma “alma jovem”, fã de controvérsias e promotor do espírito crítico dos seus alunos em relação à escola. Acusado de os confundir e de manter com eles relações que ultrapassam os limites de uma relação entre professor e aluno, o professor é submetido a um processo. Esta é uma variação contemporânea sobre o julgamento de Sócrates, ocorrido em plena democracia ateniense. Tal como em Atenas, é pela voz dos alunos que conhecemos, distorcida e interpretada, a vida do velho professor e a história do seu julgamento. Resta aos alunos registar e tornar pública a injustiça que testemunharam. No entanto, é necessário primeiro garantir que são ouvidos por todos.

Sexta 22 de Maio
18h30 Pequeno Auditório
CORO DOS MAUS ALUNOS de Tiago Rodrigues
Escola de Teatro da Arte Viva – Companhia de Teatro do Barreiro (Turma de Continuidade)
22h00 Palco do Grande Auditório
NÓS NUMA CORDA de Miguel Castro Caldas
Fazigual do Agrupamento Vertical de Escolas de Avis

Sábado 23 de Maio
15h30 Pequeno Auditório
PANO PARA MANGAS – conversa com os autores e os grupos
18h30 Palco do Grande Auditório
CORO DOS MAUS ALUNOS de Tiago Rodrigues
Turma do 9º B e Clube de Teatro da EB 2,3 El Rei D. Manuel I (Alcochete)
22h00 Palco do Grande Auditório
REFUGA de Abi Morgan
Na Xina Lua da ES Tondela

Domingo 24 de Maio
15h30 Pequeno Auditório
NÓS NUMA CORDA
Grupo de Teatro Persona da EB 2,3/S de Moimenta da Beira
18h30 Palco do Grande Auditório
REFUGA
Alunos do projecto Classes de Teatro d’O Teatrão (Coimbra)

Périplo de Miguel Portas

14.5.09

"Quinzena de África na FLUL"

"Quinzena de África na FLUL" (19 a 29 de Maio), que decorrerá na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Iniciativas
Exposição: Itinerários da Memória - Escravatura e Tráfico Negreiro nos Países Africanos de Língua Portuguesa. De 19 a 26 de Maio, Átrio da Faculdade de Letras;
Exposição: Espaços e Cidades em Moçambique. De 18 a 29 de Maio, no corredor da Associação de Estudantes da FLUL;
Workshop de Danças Africanas com Cazuza. 22 de Maio, às 15 horas, no Átrio da FLUL
Lançamento da obra When Things Came Together. Studies on/Estudos sobre Chinua Achebe, coordenada por Don Burness, Inocência Mata e Vicky Hartnack. apresentação por Domingos Simões Pereira, Secretário Executivo da CPLP, e Manuela Ribeiro Sanches, FLUL. 25 de Maio às 18 horas, Anfiteatro IV.
Apresentação da obra A Herança Africana em Portugal - séculos XV – XXI, da autoria de Isabel Castro Henriques.
A obra será apresentada pela autora, precedida de uma nota introdutória de Inocência Mata. 27 de Maio, às 18 horas, Anfiteatro III
Cinema Africano
O Herói, de Zézé Gambôa. Dia 20, 16h
Tsotsi, de Gavin Hood. Dia 26, 18h
Ilhéu de Contenda, de Leão Lopes. Dia 28, 18h
Gastronomia africana
Restaurante Vaga Cultural (“Bar Românicas - FLUL”). De 25 a 29 de Maio.